31 de ago. de 2010

Nota com imagens de Frida Kahlo e Rivera começa a circular no México


MÉXICO, 30 Ago 2010 - Uma nova nota com imagens da pintora mexicana Frida Kahlo e de seu marido e artista mexicano Diego Rivera, um casal emblemático da arte mexicana do século 20, foi colocada em circulação nesta segunda-feira, informou o Banco do México em coletiva de imprensa.

A impressão dessa cédula de 500 pesos (em torno de US$ 37) faz parte de uma renovação das notas mexicanas que começou em 2006, informou o banco.

Os artistas formavam um casal representativo da história do México depois da revolução de 1910.

Além de sua obra, caracterizavam-se por sua ativa militância política de esquerda e pelas aventuras sentimentais extraconjugais de ambos.

A nova nota, impressa em papel de segurança e cuja cor predominante é o café, tem no avesso um autorretrato elaborado por Kahlo.

Extraído de: http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/afp/2010/08/30/nota-com-imagens-de-frida-kahlo-e-rivera-comeca-a-circular-no-mexico.jhtm

28 de ago. de 2010

Postando novamente - Atividade que vai compor a nota

Atividade Proposta

A Revolução Mexicana – Antecedentes da Revolução
A Formação do Povo Mexicano


01 - Cortez caracteriza a capital dos Astecas como uma rica cidade dominada por bárbaros. Uma cidade com características idênticas aquelas dos idolatras muçulmanos e, tais como estes últimos, deveriam ser submetidos à grandeza da Espanha e fé cristã, consubstanciada na figura do seu rei que manifestava o seu poder através do seu maior enviado, ou seja, o próprio Cortez.

Comente a atitude de Cortez frente a Tenochtitlán, a Montezuma e a sua cultura.

02 - Comente a participação das mulheres na sociedade Asteca em seu auge e também após a conquista de Tenochtitlán por Cortez.

Quem Não fez - Responda às duas perguntas como comentários do Post não esquecendo de colocar o nome.

Quem FEZ o trabalho que vale nota

Pessoal,

Não temos como saber todos os nomes de quem não fez o trabalho, então, estamos publicando os nomes de quem entregou, por exclusão, os que não fizeram deveriam se localizar.

Responda postando um comentário na atividade que está aqui no blog até domingo.

Lista de quem FEZ:

Bruna
Caio
Eduardo M
Fernando
Gustavo
Iana
Marcella
Marco
Maria Eduarda
Maria Luiza
Nicole
Paula
Rebecca P
Rebeca S
Tayla
Yuri

Os nomes que NÃO estiverem na lista DEVEM fazer o trabalho.

27 de ago. de 2010

Muralismo Mexicano

No link abaixo estão disponibilizadas várias obras dos artistas muralistas. Basta clicar em cima da imagem para ampliá-la.
http://encontrarte.aporrea.org/expo/e6.html

David Alfaro Siqueiros

El coronelazo (autorretrato)

23 de ago. de 2010

Álvaro Obregón

Álvaro Obregón Salido (Navojoa, Sonora, 19 de Fevereiro de 1880 – Cidade do México, 17 de Julho de 1928) foi presidente do México entre 1920 e 1924. Nascido na Hacienda de Siquisiva, em Navojoa, Sonora, iniciou a sua carreira política como presidente do município de Huatabampo. Nesta altura, apoiou o presidente Francisco Madero contra uma revolta liderada por Pascual Orozco. Quando Madero foi deposto e assassinado durante uma revolta liderada por Félix Díaz e Victoriano Huerta (e apoiada pelo embaixador dos Estados Unidos no México, Henry Lane Wilson), Obregón juntou-se a Venustiano Carranza na revolta contra o novo governo de Huerta que levaria à renúncia deste em 14 de Julho de 1914.

Os quatro anos de governo de Álvaro Obregón ficaram conhecidos pelas reformas:

- agrária
- anticlerical
- pelo estabelecimento de boas relações diplomáticas com os Estados Unidos, baseadas na venda de petróleo mexicano no mercado dos Estados Unidos.

O maior incômodo durante o seu mandato foi uma revolta liderada por Adolfo de la Huerta, que se via como seu sucessor natural, enquanto que Obregón preferia Plutarco Elías Calles, o qual seria efectivamente eleito presidente, sucedendo a Obregón.

Em 1928, Obregón candidatou-se novamente à presidência do México, conseguindo a vitória numa eleição duramente disputada. Após regressar à Cidade do México para comemorar a sua vitória eleitoral, foi assassinado por José de León Toral (um seminarista que se opunha às suas políticas anticlericais), num restaurante, em 17 de Julho de 1928.

Foi um dos responsáveis pela morte de Pancho Villa.

A Obregón é atribuída a frase:
"Não tema os inimigos que te atacam; tenha medo dos amigos que te bajulam".

19 de ago. de 2010

Plano de Ayala

Como vimos na aula passada o Plano de Ayala foi criado por Emiliano Zapata como forma de protestar o então atual governo de Franscisco Madero, considerado traidor pelos zapatista, além disso, o plano defende principalmente a questão agrária no México (reivindicação dos camponeses que vinha desde a época do Porfiriato), como é possível perceber em dois trechos do plano retirados do livro História das Sociedades Americanas de Rubim Santos Leão de Aquino:

“Que as terras, montes e águas que hajam usurpado os fazendeiros, científicos ou caciques à sombra da justiça venal, entrarão na posse desses bens imóveis, desde logo, os pueblos e cidadãos que tenham títulos correspondentes a essas propriedades, dos quais hajam sido despojados por má fé de nossos opressores, mantendo a todo custo, com as armas nas mãos, a mencionada posse(...)”

“Em virtude da imensa maioria dos pueblos não serem donos mais da terra que pisam (...) se expropriarão, mediante prévia indenização, da terça parte desses monopólios, aos seus poderosos proprietários, a fim de que os pueblos e cidadãos do México obtenham ejidos, colônias, fundos legais para pueblos ou campos de semeadura ou de trabalho e se melhore em tudo e por tudo a falta de prosperidade e bem estar dos mexicanos”

Para ver mais trechos do plano digitalizado clique aqui.

Respondendo à Pergunta

Há relação entre Zorro e Pancho Villa?



Zorro é um personagem de ficção, criado em 1919 pelo escritor norte-americano Johnston McCulley. Ele é apresentado como o alter-ego de Don Diego De La Vega, um jovem membro da aristocracia californiana, em meados do século XIX, período em que a região era colônia da Espanha.

Após longo período de educação na Europa, Diego retorna à Califórnia e passa a defender os "fracos e oprimidos", sob uma máscara e uma capa negra, empunhando uma espada e cavalgando um cavalo igualmente negro de nome "Tornado". Sem o disfarce, ele simula ser um homem que se acovarda diante de situações de perigo.

A figura passaria a ser chamada de "Zorro" pela população, porque seus movimentos e sagacidade lembrariam uma raposa (a tradução em português da palavra espanhola "zorro"). O próprio personagem adota a letra "Z" como sua assinatura (três linhas cruzadas), marcando-a com sua espada em paredes e nas roupas de seus inimigos, como sinal de sua passagem.

Johnston McCulley teria se inspirado em personagens históricos da América Latina, tradicionalmente ligados a movimentos conhecidos como "banditismo social", e destacadamente nas figura de Joaquin Murietta (que teria inspirado o sobrenome da mais recente representação cinematográfica de Zorro, Alejandro Murietta) e Salomon Maria Pico e em heróis da ficção que se disfarçavam com capuzes: Scaramouche e Pimpinela Escarlate.

Zorro tem sido apresentado em mídias diversas e em diferentes caracterizações, em versões nem sempre correspondentes à original. Por este motivo, o personagem é considerado um ícone menor da cultura pop, aparecendo no cinema, em programas de televisão e em histórias em quadrinhos. Zorro também pode ser considerado como um herói "capa-e-espada", ou seja, um representante de um gênero menor da ficção norte-americana conhecida como Swashbuckler.

Imagem:Charles V. Norris (user CVN405)
Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Zorro

Pancho Villa - Batalhas e Ações Militares




• Batalha de Ciudad Juárez (2 vezes, uma em 1911 e 1913, vencidas)
• Batalha de Tierra Blanca (1913, vencida)
• Batalha de Chihuahua (1913, vencida)
• Batalha de Ojinaga (1913, vencida)
• Batalha de Torreón e Batalha de Gómez Palácio (1914, vencida)
• Batalha de Saltillo (1914, vencida)
• Batalha de Zacatecas (1914, vencida)
• Batalha de Celaya (1915, perdida)
• Ataque em Agua Prieta (1915, perdida)
• Batalha de Columbus (1916)

O carro de Pancho Villa, onde foi assassinado.



Pancho Villa's bullet-ridden Dodge in the Pancho Villa Museum in Chihuahua, Chihuahua, Mexico.
Photo © 2002 Jacob Rus
In:Google Images

17 de ago. de 2010

Viva Zapata!

Tierra y Libertad! Esse foi o lema que mobilizou milhares de camponeses ao lado de Emiliano Zapata (1879 - 1919) durante a Revolução Mexicana. Zapata se tornou uma figura tão importante para o México que sua história de vida até virou filme no ano de 1952, sendo interpretado pelo ator Marlon Brando. Os links a seguir mostram um pouco quem foi Zapata e podem nos auxiliar nas discussões em sala de aula a respeito da Revolução.






História de Emiliano Zapata
(Parte 1) (Parte 2) (Parte 3)

Trailer do filme Viva Zapata!
http://www.youtube.com/watch?v=sAc5p68U6oI

E a charada?

José Doroteo Arango - Militar revolucionário (5/6/1878-20/6/1923)
viveu até os 16 anos como trabalhador rural e com essa idade foi acusado de matar um fazendeiro que atacara sua irmã e para fugir das perseguições da justiça, se alista no exército.
Lutou contra a ditadura em seu país.
Ele se casa várias vezes, tendo filhos com oito mulheres.
Em 1923, ele é assassinado numa emboscada.
Com que nome ele ficou conhecido e qual era sua nacionalidade?

Resposta:

Pancho Villa - pseudônimo de José Doroteo Arango, (San Juan del Río estado de Durango, 5 de junho de 1878 - Parral estado de Chihuahua, 23 de julho de 1923, foi um dos mais conhecidos generais e comandantes da Revolução Mexicana.

Mais informações em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pancho_Villa

http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u511.jhtm

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/pancho.htm



PANCHO VILLA ON HORSEBACK
Archivo Histórico, Universidad Nacional Autónoma de México

Foto em: http://www.emersonkent.com/history_notes/pancho_villa.htm

Porfiriato - II

Como vimos, Porfírio Diaz permaneceu muitos anos consecutivos no poder.
Em 1908 ele concedeu uma entrevista ao repórter norte-americano James Creelman e disse o seguinte:

Eu esperei pacientemente o dia em que o povo mexicano estiver preparado para escolher e mudar seu governo em cada eleição, sem o perigo de revoluções armadas, sem prejudicar o crédito nacional e sem prejudicar o progresso do país. Penso que esse dia chegou.

O presidente mexicano Porfírio Díaz, para James Creelman, editor da Pearson's Magazine, em 18 de fevereiro de 1908


Em 1910, entretanto, ele lança-se mais uma vez como candidato a presidente do México e é novamente eleito. (Curioso, não?)
Será que o povo vai continuar aceitando isso?

16 de ago. de 2010

Atividade Proposta


A Revolução Mexicana – Antecedentes da Revolução
A Formação do Povo Mexicano



01 - Cortez caracteriza a capital dos Astecas como uma rica cidade dominada por bárbaros. Uma cidade com características idênticas aquelas dos idolatras muçulmanos e, tais como estes últimos, deveriam ser submetidos à grandeza da Espanha e fé cristã, consubstanciada na figura do seu rei que manifestava o seu poder através do seu maior enviado, ou seja, o próprio Cortez.

Comente a atitude de Cortez frente a Tenochtitlán, a Montezuma e a sua cultura.

02 - Comente a participação das mulheres na sociedade Asteca em seu auge e também após a conquista de Tenochtitlán por Cortez.


Sugestão de leitura para auxiliar na elaboração das reflexões:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Astecas

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hern%C3%A1n_Cort%C3%A9s

http://www.bibliapage.com/mexico.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Conquista_do_Imp%C3%A9rio_Asteca

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/civilizacao-asteca/os-astecas.php

Trechos das Cartas de Cortez

Trechos de cartas enviadas à Espanha para O imperador Carlos V,
rei da Espanha como Carlos I, por Hernan Cortez
entre 1519 e 1526 sobre a conquista do povo Asteca.


Enviada à sua sacra majestade do imperador nosso pelo capitão geral da Nova Espanha, chamado dom Hernan Cortez.

Antes que os nativos pudessem se juntar, queimei seis povoados e prendi e levei para o acampamento quatrocentas pessoas, entre homens e mulheres, sem que me fizessem qualquer dano. (Pag. 33)

Antes do amanhecer do dia seguinte tornei a sair com cavalos, peões e índios e queimei dez povoados, onde havia mais de três mil casas. Como trazíamos a bandeira da cruz e lutávamos por nossa fé e por serviços de vossa sacra majestade, em sua real ventura nos deu Deus tanta vitória, posto que matamos muita gente sem que nenhum dos nossos sofresse dano. (Pag. 33).

No outro dia vieram cerca de cinquenta índios que traziam comida e começaram a olhar as saídas de nosso acampamento, bem como as cabanas onde dormíamos. Os de Cempoal vieram até mim e alertaram-me para olhar aqueles homens que eram maus e vinham espionar. Dissimuladamente prendi um deles sem que os outros vissem. [ ...] Depois tomei mais outros cinco ou seis e todos confessaram a mesma coisa. Em vista disso, mandei prender todos os cinquenta e cortar-lhes as mãos e os enviei a seu senhor para que dissessem a ele que quando ele viesse saberia quem éramos. (pag. 33, 34).
...saí uma noite, depois de rendida a guarda da prima, com os peões, índios e cavalos, e antes que amanhecesse dei com dois povoados onde matei muita gente, (pag. 34).

Enviada por Hernan Cortez, capitão e justiça maior de Yucatán, chamada a Nova Espanha do Mar Oceano, ao mui alto e potentíssimo César e invictíssimo senhor dom Carlos, imperador sempre augusto e rei da Espanha, nosso senhor.

...continuamos a fazer nossos constantes ataques à cidade, sempre provocando muito dano e matando muita gente. Há uns vinte dias que vínhamos fazendo fazendo esse tipo de ação, quando os nossos começaram a insistir comigo, dizendo que era preciso tomar o mercado. Eu me escusava argumentando que só o faria quando tivesse plenas condições. Até o tesoureiro de vossa majestade veio me dizer que todo o real queria que eu tomasse logo o mercado, pois assim os inimigos perderiam o seu posto de abastecimento e morreriam de fome e de sede, pois só lhes sobraria a água salgada da lagoa. (Pag. 89)

...Como sempre que batíamos em retirada ao final do dia os índios atrás dos nossos cavalos em grande alarido, resolvi preparar-lhes uma cilada. [...] Depois que os nossos passaram por ali no retorno do fim da tarde, os de cavalo caíram sobre os inimigos que vinham logo atrás fazendo seu constante alarido. Foi uma cilada muito bem feita e conseguimos matar uns quinhentos dos índios mais bravos e mais corajosos. [...] graças a esta vitória que Deus Nosso Senhor nos concedeu neste dia, se tornou mais próximo o momento de se ganhar toda a cidade, porque os nativos sofreram um grande abalo [...] A única perda lamentável que tivemos naquele dia foi uma égua cujo cavaleiro caiu, e que saiu em corrida sem rumo, indo parar no meio dos nossos inimigos que a flecharam... (Pag. 93)

Permanecemos no real uns três dias ou quatro dias descansando, enquanto se fundia o ouro recolhido, o que deu mais de cento e trinta mil castelhanos, do que se entregou o quinto ao tesoureiro de vossa majestade, enquanto que o restante foi repartido entre eu os espanhóis, de acordo com a qualificação e o serviço de cada um. Entre os despojos havia tantos discos de ouro, penachos e plumagens, coisas tão maravilhosas que por escrito não se pode fazer compreender sua beleza. Por serem tão maravilhosos, juntei todos os soldados e roguei que não fossem quintadas, mas enviadas todas a vossa majestade. (Pag. 98)


Mas, a 5 de fevereiro o dito capitão partiu novamente para lá e espero que desta feita ele possa realizar o seu trabalho, pois além de ser aquela uma terra rica em minas os seus nativos não param de importunar os seus vizinhos que se tornaram nossos amigos. [...] pedi ao capitão que os derrotasse, os matasse e tomasse por escravos os que sobrassem vivos, ferrando-os com a marca de vossa majestade. Tenha por certo, mui excelentíssimo príncipe, que a menor destas entradas me custa mais de cinco mil pesos de ouro e que as Pedro de Alvarado e de Cristóbal de Olid custam mais de cinquenta, sem contar outros gastos de minha fazenda. Porém, como é para o serviço de vossa majestade, se a minha pessoa fosse junto, isto seria uma grande honra e recompensa. (Pag. 113)

Referência in:
CORTEZ, Hernan. A conquista do México, Porto Alegre, LP&M Editores, 1986.

Astecas - Linha do Tempo

20.000 a.C
Habitantes da Ásia cruzam o estreito de Bering rumo à América.
Povo das Sete Cavernas.

1.500 a.C
Primeiros povos Olmecas

500 a.C
Povos se instalam na Guatemala e México.

200 a. C
Teotihuácan – Povo Agrário (100 mil habitantes no auge)

750
Destruição de Teotihuácan por “Bárbaros”

1.325
Fundação de Tenochtitlán – Capital (200 mil habitantes no auge)

1.519
Hernán Cortez – Representante de Carlos V é apresentado à Montezuma II.

1.520
“Noche Triste” Espanhóis mortos por Astecas e Morte de Montezuma.

1.521
Em 13 de Agosto de 1.521 cai a capital Asteca.

12 de ago. de 2010

O Porfiriato

Vídeo sobre o período mexicano conhecido como Porfiriato. Assistam para podermos discutir em sala suas impressões e entendermos um pouquinho esse momento histórico!

http://www.youtube.com/watch?v=Ym2ck9O6WA4&feature=related